11/06/10 12h06

Potencial de consumo aumenta mais no interior, aponta estudo

O Estado de S. Paulo

O crescimento do potencial de consumo da população do interior da Região Sudeste superou a média nacional no período compreendido entre os anos de 2005 e 2010, conforme estudo da empresa IPC Target, divulgado no Fórum Estadão Regiões / Sudeste. No interior do Sudeste, cresceu 95,6%, enquanto nas áreas metropolitanas da região, o ritmo de aumento foi mais modesto, de 89%. Mesmo no restante País, o potencial de consumo teve alta de 95,5%. O sócio e diretor geral da IPC Target, Marcos Pazzini, avalia que a diferença de comportamento na taxa de crescimento entre as áreas metropolitanas e o interior do Sudeste é causada principalmente pela tendência de migração dos investimentos, inclusive do setor industrial.

Ele lembra que os custos tendem a ser mais altos nas regiões metropolitanas, o que estimula a transferência de empresas e até de profissionais, também em busca de maior qualidade de vida. Além disso, destaca Pazzini, quase sempre há benefícios oferecidos pelas prefeituras, como incentivos fiscais e doações de terrenos, para atrair novos empreendimentos. "E a tendência é que o processo continue nos próximos anos", avalia.

Outra explicação para o crescimento mais acelerado do interior do Sudeste está na área do agronegócio. Conforme o estudo da Target, entre 2005 e 2010, o número de empresas no setor no Brasil cresceu 250,5%, ante 33,5% em média das companhias de todas as demais áreas. Isoladamente, a quantidade de empresas do agronegócio no Sudeste teve alta de 338,1%. O número é ainda mais importante quando se leva em consideração somente as cidades do interior da Região (414,5%).

O levantamento da Target mostra outro diferencial da região: as faixas de renda mais alta, que têm maior potencial de consumo de produtos com maior valor agregado, tiveram crescimento mais acelerado. Na faixa B1, com renda de R$ 5.350 (US$ 2972), a alta foi de 150,6%. A média nacional ficou em 149,5%. Também nesse caso o crescimento foi menor nas regiões metropolitanas (145,4%) do que no interior (158,9%). Nas regiões metropolitanas do Sudeste, o crescimento do potencial de consumo foi mais relevante nas faixas do topo da pirâmide de renda, A1 e A2.