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Construtoras já representam 5,7% do PIB, aponta levantamento da FGV

Valor Econômico - 29/08/2008

Uma das conseqüências da abertura de capital e a entrada de capital de fundos de private equity na indústria da construção foi o aumento da formalidade do setor. Houve um aumento de 17% nos empregos formais no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Entre 2005 e 2007, o emprego formal aumentou 8% em média na cadeia. O ano de 2007 encerrou com um contingente de número de empregados nas construtoras de 6,3 milhões de pessoas. Os dados são de um raio-x do setor realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas. O estudo mostra que a cadeia da construção civil está puxando o crescimento da economia brasileira. A participação do setor no PIB brasileiro foi de 8,5%, o que representou um volume total de recursos de R$ 187 bilhões (US$ 96,9 bilhões) - nos dois anos anteriores havia sido de 8,2%. Desse total, as construtoras, o principal núcleo da cadeia, representaram R$ 113 bilhões (US$ 58,5 bilhões) ou 5,2% do PIB. Em seguida, está a indústria de materiais e construção, que respondeu por R$ 34,6 bilhões (US$ 17,9 bilhões), serviços R$ 13,2 bilhões (US$ 6,8 bilhões), o varejo de materiais, R$ 12 bilhões (US$ 6,2 bilhões), máquinas e equipamentos tiveram entrada de R$ 4 bilhões (US$ 2,1 bilhões) e outros fornecedores, R$ 8,8 bilhões (US$,4,6 bilhões). A cadeia da construção que já havia crescido 4,7% em 2006, teve uma evolução de 7,9% em 2007. De acordo com o levantamento, daqui a duas décadas, o país terá um contingente de cerca de 95 milhões de famílias e, até lá, 37 milhões de moradias serão construídas no país, a uma média de 1,6 milhão ao ano. Com isso, é possível sustentar que o setor terá uma taxa de crescimento média de 4% ao ano. E, para atender essa demanda, o faturamento das construtoras saltará de R$ 53,5 bilhões (US$ 27,7 bilhões) em 2007 para R$ 129,6 bilhões (US$ 82,5 bilhões) em 2030. O aumento dos investimentos no setor teve impacto positivo sobre a indústria de materiais de construção. Ainda de acordo com o levantamento, as vendas em valores nominais e deflacionados cresceram 15,5% e 12,9%, respectivamente, chegando perto de R$ 80 bilhões (US$ 41,5 bilhões). A maior parte dessas vendas veio da região sudeste (52,1%), seguida da região sul (19,2%). O grande destaque é o Estado de São Paulo, responsável por 28,8% do consumo