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China passou a principal destino do agronegócio

Gazeta Mercantil - 04/07/2008

A China passou de terceiro para o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro neste ano, o que representa uma grande possibilidade de redução a curto prazo do déficit comercial do Brasil com a China, de acordo com informação do Ministério da Agricultura. À frente de Estados Unidos e Países Baixos, a China comprou até maio deste ano US$ 3 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, 86,62% a mais do que importou no mesmo período de 2007, de acordo com comunicado do Ministério. A soja foi o principal produto importado pelo país asiático, o que representou no ano passado 60,6% do total exportado dos produtos exportados para a China, ou US$ 2,83 bilhões. O segundo principal produto com o mesmo destino foi a celulose, com US$ 423 milhões; o couro bovino, com US$ 413 milhões; e o óleo de soja bruto, com US$ 310 milhões. Segundo o Ministério, desde 2007 a balança comercial entre os dois países vem sendo superavitária em favor da China. Diante desse cenário, o país tem agora a intenção de triplicar as exportações brasileiras e atrair mais investimentos chineses para o Brasil, de acordo com o programa "Agenda China" lançado ontem após estudos em conjunto entre os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e das Relações Exteriores (MRE). Entre os 619 produtos classificados pelo estudo como prioritários para o Brasil exportar ao mercado chinês, estima-se que a China deva importar US$ 200 milhões de carne suína nos próximos anos. O Brasil é hoje o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo e alcançou US$ 1,2 bilhão em 2007. Já as importações chinesas de carne de aves cresceram 183%, saltando de US$ 323,7 milhões para US$ 916,3 milhões no período entre 2005 e 2007. "A intensificação do comércio com a China, contudo, depende de acordos sanitários", destacou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto.